Grande Novidade (Ano Novo)

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O ano começou como uma manhã lavada, fresca, fresca, veio chuva, veio vento, veio frio, e ainda não tinha sentido essa grande novidade nas ventas como hoje. Estava uma manhã de glória e o meu filho aponta para o céu e diz olha que bonito. Cinzento em fios prateados de nuvens e uma luz louca e uma luz nossa. E depois dizem que a Internet deu cabo da nossa capacidade de olharmos para as estrelas. Não deu coisa nenhuma. Deu cabo de muita coisa, mas lá olhar para o céu, olhamos. Mesmo que seja só para tirarmos fotografias. E fazermos postais. E partilhar imenso. E marcar com tantos e tantos coraçõezinhos palpitantes.

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Possibilidades

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Parece que na Islândia, que é o país que publica mais livros per capita, há uma tradição de Natal que consiste em oferecer livros no dia 24 e passar a noite a lê-los. Assim como se não houvesse amanhã. Chamam-lhe avalanche de livros (a palavra é “flod”, que dá origem ao termo Jolabokflod).

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Nas Tintas

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A designer Mariana Fernandes gosta de pôr a mão na massa, que, no caso dela, é a tinta. Na Lavandaria, o estúdio lisboeta onde nascem maravilhosas impressões em serigrafia, ou na Fabrica, onde faz parte de uma dream team de jovens criativos, Mariana está sempre rodeada de pigmentos e pincéis. Foi isso mesmo que transportou para a nova colecção de 6 canecas que desenhou para a Benetton,

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Um Lugar Incomum (O Pássaro e o Elefante)

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Tenho uma história inacabada com o meu filho S. que se chama “Um Tucano no Pólo Norte”. Na verdade, não é bem inacabada. É uma história apenas começada. É quase só um título. Pode ser tudo.

Lembrei-me desta história quando ouvi o título da exposição que Miguel Vieira Baptista apresentou no DIDAC, em Santiago de Compostela: “O Pássaro e o Elefante”. A associação  explica-se, é óbvio, pela proximidade ornitológica. Mas é sobretudo pelo lado lúdico que as coisas – tucanos, extremidades da terra, pássaros, elefantes – se aproximam. E não podia ser sempre assim?

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Cecilie, Bang, Bang

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Um amigo pergunta-se se terá chegado a altura de mudar de coluna. Tem uma Marshall toda catita, maneirinha, formosinha, mas não suficientemente potente para se fazer ouvir na cozinha cheia, muito cheia, na festa que deram há uns dias para abençoar o novo palácio.

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Coisas para fazer antes que o Verão acabe (e um bocadinho depois)

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Antigamente os filósofos praticavam o desapego, hoje não é bem assim. Li esta semana um texto bastante inspirado de Tom Hodgkinson, fundador da revista The Idler, em que, a propósito das manifs francesas destes dias, contrapunha o desprezo do presidente Macron pelos “fainéants” – os que não fazem a ponta – ao lifestyle de Sócrates (o grego), e Diógenes que “não faziam muito mais que conversar com as pessoas no mercado”. E não cobravam por isso.

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A Reentrada Shanti Shanti

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Chegou a reentrada, aquela altura do ano em que desenhamos mentalmente uma data de intenções e corremos para voltar a entrar num lugar qualquer. Pode ser que não saibamos bem que lugar é esse, provavelmente não estará muito distante da zona de conforto de cada um,  com sorte pode ser que lá cheguemos depois de um salto, plástico e majestoso, na escuridão.

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No Minho sê Minhota (Paredes)

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Levei comigo para Paredes, no meio de latas de atum (com alecrim, não há necessidade de fazer figuras), um livrinho de Stefan Zweig (O Jogador de Xadrez) e as Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco. (S., que apesar de ter transitado para o 4º ano, continua a inventar, quer saber:  “Novelas do Moinho?. Ah ha ha, quem é que anda a ver telenovelas num moinho?” Ninguém, amor, está tudo bem).

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#Alesscuratedlife

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Ontem fomos ali almoçar à Sardenha e quando o Sol se pôs atrás da Serra levantámos arraiais. Às oito já estávamos em casa. Tirei várias fotografias e publiquei uma no Instagram, ciosa de partilhar com o mundo aquele bocadinho de paraíso. Recebi dezassete coraçõezinhos bandeirolas, amorosíssimos todos, e já pude dormir descansada.

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