É mais bolos

Não encontro explicação para a histeria geral à volta dos cupcakes que tomou conta de Lisboa. Crescem como cogumelos açucarados, por todo o lado, do Campo Pequeno ao Bairro Alto, em versão massificada ou hip. Alguns, dizem as más-línguas, não passam de vulgares DanCake todos aperaltados. Queques quitados. Outros são verdadeiras obras de arte, feitos com amor. Eu cá, tive a sorte de provar os da In the mood for sweets, que a minha prima S. trouxe para um almoço de família. Os bolinhos e os macarons, sem corantes nem conservantes, que não são tão viciantes como os da La Durée, mas para lá caminham. Pas mal… du tout.

Também não encontro explicação para a relação entre cupcakes e arquitectura… é que depois de ler um artigo na Visão sobre a gulosa tendência, realizei que quase todos os cupcakes alfacinhas são feitos por arquitectas com vocação de pasteleiras. Será porque os bolinhos são microarquitecturas para comer? Será da crise?

(nas imagens, desenhos científicos dos macarons La Durée e cupcakes da In the Mood for Sweets, mesmo aqui em baixo,  fotografados por Pedro Gargaté)


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