Reentrada

De volta ao “caos doce caos”, a reentrada anuncia-se igual às outras. O supermercado sofreu um lift e nós sofremos com a mudança de imagem revigorante, porque agora sim estamos perdidos. Agora há um take-away de fusão, inspirado nas cores da Índia e na brisa azul do Mediterrâneo, mas o que queriamos mesmo, mesmo, era que nos tirassem daqui. S. mete no carrinho, sem parar e de seguida, sete sprays de insecticida, e eu pergunto-me se deveria escrever sete sprays de inseticida, ou sete spreis de inseticida. E retiro-os. E constato que independentemente da ortodoxia da escrita,  o que se escreve é sempre o mesmo. Quem sabe escrever, escreve. Quem não sabe, também, e lá estamos nós a levar com os mesmos disparates e banalidades e tiros ao lado. Então, farta da urbe, rumo com os meus dois rapazes à serra da Arrábida para um mergulho no Portinho. Valem as curvas, vale a vertigem, vale a caminhada até à areia (e para baixo todos os Santos ajudam) porque isto, sim, é o Paraíso. E a água nem estava fria.

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