Sunset Park

Paul Auster transformou-se num escritor maldito porque escreve demais, dizem eles. E ainda por cima publica. Imenso. Padece de writer’s block, só que ao contrário. Como publica pelo menos um livro por ano, então não é sério. Nem pode ser bom. Preso por cão, preso por não ter. Não lhe perdoam. Como também não lhe perdoam ser inteligente, ter uns olhos esbugalhados e magnéticos, gostar de comer e beber bem, estar casado com uma mulher bonita (e inteligente) e ter uma filha com talento.

Só me lembro de um livro do Auster que não consegui acabar de ler. Aliás, mal comecei, tal era a embrulhada em que me meteu. Tinha um cavalo branco (um unicórnio?) na capa e uma palavra bonita no título: “Scriptorium”. Do resto, gostei de tudo. Uns mais, outros menos, como em tudo. Este recente Sunset Park, que se lê de uma assentada e sem contemplações, transforma o anus horribilis que foi 2008 numa esperançosa redenção. E nem sequer tem happy ending.

(a capa da edição americana é bem melhor que a nossa, por isso fica aí.  O blog em português é que vale a pena, até podemos ver-ouvir Auster a ler o romance. )

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