Sem Saco (Faux Birkin)

Mesmo quem não tenha muito saco para Mademoiselle Birkin, a sua fina fragilidade e a sua voz de cana rachada, concordará que a carteira homónima, lançada em 1982 a partir de um modelo Hermès do século XIX, se tornou um (hum hum) “ícone do estilo”. A Birkin (por favor, pronuncie-se o RRRR) está na hit list de todos os gurus do estilo (e nem queiram saber a quantidade de literatura do género que tenho consumido ultimamente), e eu, que nem sou nada dada a luxos (aqui, mesmo que fosse, não poderia dar-me ao luxo) acho irresístivel a ideia de ser suficientemente grande e generosa para guardar todo o tipo de coisas (camuflar a confusão) e ainda assim manter-se impecável aos olhos do mundo. Caos por dentro, imperturbável por fora. Identifico-me, o que posso fazer?

Adiante.

Mas se até agora a Birkin era mais uma “inaccessible étoile”, há novidades. Podemos ter uma por uns irrisórios 35 dólares, graças à marca Thursday Friday que a “estampou”, descaradamente, num saco de lona ( e não é a única, pelos vistos. Estas descobri-as via T Magazine). Não é a mesma coisa. É melhor. E cabe tudo (o original foi desenhado para substituir um cesto onde Jane Birkin guardava as suas coisas, incapaz de encontrar uma carteira de pele à sua altura).

Em breve teremos mais novidades sobre sacos de lona com dézaine. Por agora, ficamos com este adorável faux, tão verdadeiro quanto a própria Birkin e o seu Beau Serge, que aprendemos a amar.

 

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One response to Sem Saco (Faux Birkin)

  1. […] Quando disse que os sacos de lona estavam na moda, e que em breve ia falar de outros, não me referia a estes. Mas comeback por comeback, se forem todos assim, que venham. Estes são editados pela Artecnica, e fazem parte do projecto Homeboy Tote Bag, lançado pela editora de L.A em colaboração com ex-membros dos gangs da cidade dos anjos. As frases (criadas pelo padre jesuíta que fundou a organização) são caligrafadas e serigrafadas pelos ex-marginais nos sacos de lona virgens. Se pensarmos num contexto em que surgiram, as palavras fazem muito sentido. Mas à margem das margens, são igualmente poderosas. Os outsiders estão in. Sempre estiveram. […]

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