Hella Jongerius: Misfit

Se tivesse saído do forno ainda estaria quente. É o novo livro de Hella Jongerius, editado pela Phaidon, acabadinho de chegar. É nestas alturas que dou graças por não ter dado ouvidos à minha mãe e ter mesmo ido para jornalismo. Assim, trabalhar é um prazer.

A Sra. Jongerius vive num mundo à parte. É tão antipática e implacável nas suas negas a entrevistas quanto magnânima nas suas criações. A recensão ficará para depois (provavelmente numa blue design perto de si). Por agora fica o deleite absoluto.

O livro é maravilhoso. Um livro objecto que esmaga por completo as ilusões da Era Digital. Este livro não poderia existir em tablet. Ponto. É costurado e cuidado ao pormenor. Como o próprio trabalho de Hella. É um catalogue raisonné organizado cromaticamente, e não podia ser de outra maneira, tratando-se de quem se trata. E mesmo que esteja incompleto e inacabado, faz parte. Who Cares? Mesmo que não esteja lá tudo, está tanto. E mesmo que Jongerius insista em desfazer-se das questões de género, o livro é feminino até à medula (as “conversas que podiam ter tido lugar” com Louise Schouwenberg, os textos de Paola Antonelli e Alice Rawsthorn).

Este Misfit deixa-nos de queixo caído. É individual e universal.  Naice não, Supernaice.

(imagens feitas à mão do livro Hella Jongerius: Misfit, Phaidon Press, Janeiro de 2011, 39,95€)

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2 responses to Hella Jongerius: Misfit

  1. mgalamba

    É de ver e chorar por mais, creia-me caro vizinho!
    E para quando o almocinho?

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