It Takes Two To Vespa

Basta um, mas a dois é bem melhor.  Daí a maçã do anúncio de 1969 (“Chi Vespa mangia le mele”) a apelar à reprodução do pecado original, e daí estes parezinhos apaixonados que, maravilha das maravilhas, só precisam de uma Vespa para serem ainda mais felizes (e temos um anúncio de uma Vespa que prescinde da própria Vespa. Isto é power).

Tudo isto vem a propósito de eu, que nem percebo nada de Vespas, quase gostar mais dos anúncios do que das Vespas propriamente ditas. É o poder do imaginário.

Um trabalho recente levou-me a mergulhar na bibliografia sobre Vespas disponível cá em casa. Entre outras coisas descobri que, apesar de ser um veículo desenhado para as massas (o objectivo era dotar as pessoas de mobilidade individual, simples e barata, no contexto do pós-guerra) as primeiras Vespas foram apresentadas num ambiente bastante chiqué: o clube de golfe de Roma, para uma plateia de burgueses, militares, aristocratas e, claro, jornalistas. Não deixa de ser sintomático. A Vespa já rodava quando se filmou Ladrões de Bicicletas, mas era de outra Itália que se falava ali.

(E depois veio o Nani Moretti e a Vespa voltou a ser de esquerda. E que belo filme.)

Entretanto, para quem gosta do assunto e ainda tinha reparado, a Vespa acaba de lançar o novo modelo da mítica PX (1976), que pelos vistos é o modelo mais vendido da marca.

(nas imagens, as sihuetas Tatiescas do poster de Bernard Villemot, e o anúncio da Vespa inexistente)


Anúncios

One response to It Takes Two To Vespa

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s