Aos bocadinhos

S. a olhar para a solitária sardinha de Bordallo. O que é isto? É um peixe. Um peixe? Sim, uma sardinha. Esta saldinha tá muito molta, mãe. É assim, para o meu filho, as sardinhas estão muito mortas, as galinhas muito presas. Como se coisas tão sérias quanto a vida e a liberdade fossem relativas, ou quantificáveis, como se se pudesse estar só um “bocadinho morto” ou ser só “um bocadinho preso”. Mas depois penso. Não estarão muitas pessoas, oxímoros de carne e osso, só um bocadinho vivas… Não serão, apesar de tudo, só um bocadinho livres?

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