Filipe Alarcão no MUDE

Primeiro acto: a Introspectiva de Filipe Alarcão no MUDE. Rigorosa e em silêncio (modo introspecção) mas poderosa. “Entre a alternativa de fazer uma retrospectiva ou aproveitar a oportunidade para fazer um projecto mais homogéneo neste espaço, escolhi a segunda”, disse o designer na inauguração. E escolheu muito bem. A sorte é dos audazes, e esta escolha, que prefere o imprevisto do que está por ver, do que a certeza do conhecido, também o é. Filipe Alarcão ia apresentar 25 projectos inéditos, acabou por mostrar (só) 23, mas essa diferença é irrelevante. O que mostrou, uma série de objectos, de várias tipologias (algumas consideradas “menores”, como os tapetes e os espelhos, mas que aqui se engrandecem), em vários materiais (eu rendo-me à cortiça e ao feltro) e estádios, chegou e sobrou para nos “épater” (e há muito que deixámos de ser burgueses). Através de “desenhos mentais”, que mostram como a imagem ajuda a resolver um problema (mesmo que a “solução” acabe por se distanciar, irremediavelmente, da imagem), protótipos e objectos finais, a ideia era “mostrar o que é o trabalho de um designer, não só o produto final mas as várias etapas do processo”.

(alguns highlights: os bancos para a Larus (versão interior e exterior), o banco solidário, a cadeira ausente e as geometrias de feltro, com o seu fascinante jogo de trompe l’oeil)

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