A Senhora Gulbenkian

A Gulbenkian é o nosso Central Park. Não, é melhor.
Até os patos são mais bonitos. E os pombos, aqui, nem chateiam.
Tudo é silêncio, mesmo o que se ouve. Tudo é sossego. Até se vêem massagens amorosas nos pés.
Nos labirintos, encontramo-nos.
Nos bancos de betão, achamos apoios perfeitos, lisos, intactos, para costas que precisam de repouso. No anfiteatro, somos de novo clássicos, e nem os gritos estridentes das escolas que piquenicam interrompem a paz.
A Gulbenkian envelhece bem, como a senhora que gostava de ser.
Nem parece nossa. Nem parece daqui. É um mundo de outro mundo tão perto de nós.

(as imagens que se seguem foram todas tiradas de telemóvel em punho. Esta mesmo aqui em baixo é uma foto de uma foto de uma das imagens do fotógrafo moçambicano Filipe Branquinho que ocupam os jardins da Gulbenkian)

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One response to A Senhora Gulbenkian

  1. É tudo verdade. Muito bom artigo que sintetizou tudo (e mais) do que eu pensei há umas semanas atrás quando combinei encontrar-me com uma amiga na Gulbenkian.

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