Happy

Sempre ouvi dizer que não devemos voltar a um sítio onde fomos felizes. Penso que isso não se deverá tanto ao facto de os sítios mudarem, arriscando-se a decepcionar-nos sem saberem nem como nem porquê, como à inevitabilidade de sermos nós os que mudamos.

Não é aquela rua que de repente ficou triste, ou sombria, ou pequena, ou barulhenta, ou grande de mais para nós; não é aquele restaurante que já não é a mesma coisa. Somos nós que não somos os mesmos.

Propositadamente passei ao largo várias vezes, em vários lugares, com medo de contaminar o irrepetível de ontem com a vulgaridade do presente. Assisti outras vezes a olhares esvaziados derramarem-se sobre paraísos perdidos.

Então fechei os olhos.
Abri-os outra vez no paraíso mais próximo que conheço. Onde já estive tantas vezes. Onde nunca me canso de querer voltar. E percebi porque é que devemos voltar ao sítio onde fomos felizes. É para sermos mais felizes ainda.

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