Clarice (Aquela Mulher)

Há uns dias, encontrei(-me) com Clarice no P2, ali mesmo ao lado de outras leituras, coincidentes, coincidências, que ainda não li.
Desmaio na Clarice, um desmaio do avesso, abandonado e doce, como uma berceuse que agita e desperta.
Lá em casa, lá nas casas, há quem se deite com Clarice.
Não sei bem quem era aquela mulher, que nasceu na Ucrânia no ano da minha avó. Que escrevia que doía.
Em outros lugares, há quem escreva que ama Clarice, como quem grava, numa árvore maravilhosa e seca, ponta afiada num amoroso corte. Corte.
Este ama Clarice. O outro e a outra também. Como não amar Clarice. Mesmo sem saber quem era, aquela mulher.

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