Perdição

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Há vários meses que abolimos a televisão lá em casa. Estamos muito mais sossegados e felizmente alheados do mundo. Só vemos o que nos interessa, quando nos interessa. E como a maior parte do que lá passa não nos interessa nada, mesmo nada, estamos a salvo.

Só temos saudades da televisão quando há um grande “jogo da bola”, daqueles catárticos, que vemos para explodir. Mas mesmo aí, quase preferimos o sossego.

Por isso, a televisão agora só se acende quando queremos ver um filme. Pode ser o Buster Keaton ou os Peanuts dos anos 70, en famille. Pode ser o Ruca, que  S. vê a solo perante os protestos do irmão e a minha soberana indiferença. Pode ser um compacto Mad Men, como uma noite destas, os dois brotos a adormecerem  – excepcionalmente – enroscados no sofá, um de cada lado da mãe.

G. ressona. E S. especado, muito atento à interminável queda do genérico. “Mãe, e aquele senhor nunca mais cai?”. É a perdição, meu filho, a perdição.

(Um dia destes, ponho-os a ver o Vertigo e nem quero imaginar as perguntas.)

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