Opíparo

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“Opíparo”.  É assim que o Sr. O. descreve o almocinho –  ensopado de borrego –  ao colega de carteira, costas com costas, os dois solidamente sentados em bancos portugueses, numa taberna portuguesa. Há bancos e cadeiras de madeira, há meia desfeita e rabos de bacalhau com perfeitos corações.  Mais-que-perfeito. Como o meu, ritmo acertado, feliz e temperado, depois de um almoço com o senhor meu pai.

Fala-se de tudo e de coisas que nem queiram saber . Happenings hippies, libertários, revolucionários, o bacalhau da Islândia, e a igreja obrigatória que não conheço na minha cidade. Para a comida, de cair ao chão, não há palavras que cheguem. “Até nem precisamos de falar” sussurra o Sr. O. ao amigo, sentado na mesa de trás, costas com costas.

Tudo isto se passa na Taberna da Rua das Flores, que, tragicamente, só ontem fiquei a conhecer.

(A máquina fotográfica divorciou-se do carregador – perdido – e, sem energia, estamos temporariamente impedidos de fotografar. As fotografias que tirei na rua das flores – com um telemóvel inseguro – revelaram-se verdadeiramente trágicas. As rabo de bacalhau, os banquinhos, as mesas de tampo de pedra e o belo espelho dourado da Taberna ficarão para outra ocasião. Imaginem-se. Na imagem , outra novidade exuberante da Moustache. O belo compagnon de cadeira Bold, do colectivo Big Game,  – um clássico que já faz parte da colecção do MoMA – que agora se espraia na ligeireza de um banco. Não é uma cadeira portuguesa mas fica bem, com certeza)

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