Ao centeio

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Mesmo para quem, como eu, não se perde de amores por whisky, não há como não se render aos espirituosos encantos de um bom Rye. Não gostar de whisky não é mesmo que não gostar de whiskey. E este, com a devida moderação, é insuperável.

Na última festa do Clã, fomos mais yankees que Scotch. Tudo, graças a esta garrafinha que o primo A. teve a gentileza de trazer da América na apressada bagagem. A garrafa, em si, é um primor (o primo M. teve a gentileza de a fotografar na escada – quase – sem corrimão da nossa avó) e só por isso não hesitaria em pô-la aqui, ao lado destas coisas do dézaine.

Também se bebe com os olhos. E vive-se com tudo.

Quanto à minha súbita afinidade electiva com o Rye, mantém-se o mistério. Será porque prefiro a escuridão do pão de centeio, ou porque venero a broa de Avintes? Este whiskey de centeio, garante-me o primo A., é americano, mas do Canadá. Produzido em Alberta, é depois envelhecido e engarrafado no Vermont.  Não damos pela diferença, e agradecemos. Ao centeio, à vida, e aos primos.

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