À deriva (errar é bom)

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Com o tempo, aprendemos a estar mais atentos às coisas que fazem mais sentido para nós em determinados momentos da vida.

Este poster da dupla portuguesa R2 – os dois erres, para quem não sabe, são Ramalho e Rebelo, de Lizá e Artur – faria sentido em qualquer momento da minha vida, mas agora parece que faz ainda mais.

É belíssimo, elíptico e sem desperdício. Cumpre na perfeição o seu propósito: celebrar a cidade de Paris.

Lemo-lo gloriosamente, como o flâneur que evoca, não nas entrelinhas, mas nas entreletras. Vislumbramos um céu azul enfarinhado no seu fundo. Um mar passado a rolo de imprensa.

Este poster é Paris e é natural que o queira por perto.

Para nele percorrer, em galeries envidraçadas, amplos boulevards Haussmanianos ou ruas estreitas e anacrónicas, Baudelaire, Debord (e Benjamin).

Que maravilha.

(o poster, “Errer est humain, flâner est parisien”, do estúdio Portuense R2, parte de uma frase de Victor Hugo, e integrou a exposição Célebrer Paris da Fête du Graphisme, que reunia 40 cartazes originais criados por 40 designers de vários pontos do mundo. Os cartazes espalharam-se pela cidade, em Fevereiro, nos Champs Elysées e num total de 1600 pontos da malha urbana.)

 

 

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