chris marker (uma rampa para o céu)

icon_10

eec9e4d1d925add4_image-1Estivesse eu em Londres, e era aqui que estaria.

A exposição de Chris Marker na Whitechapel Gallery, que termina, oh tragédia, daqui a três dias. O título, A Grin Without a Cat, alude  a muitas coisas (como qualquer título que se preze. Pode ser Lewis Carroll mas também o próprio Marker, fugidio e arisco como um gato), mas para o que interessa é sobretudo uma alusão ao filme de 1977 cujo título original é Le Fond de L’Air est Rouge, onde Marker sustenta que Maio de 1968 aconteceu, de facto, em 1967. Tudo transita e tudo começa antes de existir. Não vi. É obrigatório. Vou ver.

De repente, recuo aos meus vinte e poucos anos e lembro-me de ver estes filmes, num anfiteatro escuro, as pernas dobradas e os pés apoiados na cadeira-carteira da frente, uma sopa de bróculos comprada a correr na Deli libanesa de Washington Place a escaldar entre as coxas. Nessa altura La Jetée era uma rampa para o céu.

(imagens: La Jetée e o bonheur impossível em Le Joli Mois de Mai)

url-1

Anúncios

Respond to chris marker (uma rampa para o céu)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s