Bárbara Viseu

icon-11

IMG_4194-2O apelido tem pronúncia do norte, mas Bárbara Viseu nasceu em Lisboa. É aqui que vive e trabalha, num atelier com vista sobre a cidade “que é ainda” em sua casa, e onde a relativa falta de espaço não chega para bloquear a criatividade. Mas foi no Norte, numa aldeia de Trás-os-Montes, que tudo começou.

“Adorava passar aquelas tardes das longas férias de verão a bordar, a costurar roupinhas para as bonecas, na companhia da minha avó e tia avó no terraço da minha casa no Norte”, conta, “Tenho aliás a convicção que este meu gosto e jeito para a costura vêm desses tempos.”

O gosto e o jeito foram-se aprimorando. O percurso, esse, não foi “rectilíneo”. Bárbara estudou Psicologia Clínica, mas foi a música que a puxou. Antes de terminar o curso, começou a trabalhar como assistente de produção numa editora discográfica. Foi em produção que trabalhou vários anos, fazendo agenciamento e road management para artistas como Sérgio Godinho, Vitorino e Tito Paris, entre outros.

Um dia, decidiu retomar o fio à meada. E aí nasceu a Bzoing, uma marca de roupa feita à mão que combina tecidos africanos (e não só) com prints mais “convencionais” (de pintinhas em mangas de balão a tecidos mais quentes). O nome, que dá gosto pronunciar, tem a vantagem de ser internacional. E onomatopeico. Para além disso, contém um “O”, que rima com o gosto de Bárbara pelas “formas redondas”.

Como muitos belos projectos, a Bzoing “começou como uma brincadeira”. Bárbara começou a criar alguns objectos para oferecer aos amigos do filho quando faziam anos.  “Lembro-me de ter rido no primeiro dia que me sugeriram contratar uma costureira, mas afinal não muito depois, tive que tomar a ideia a sério e arranjar ajuda!”

Os reforços vieram. Bárbara nunca tinha tido grande interesse pelo design de moda. Do que gostava, mesmo, era “de coisas bonitas, de conjugar cores e padrões”. Foi isso que fez. É isso que continua a fazer, cortando, combinando, costurando, com  a ajuda preciosa das costureiras que trabalham com ela, a quem chama “as minhas mestras”.

Ser autodidacta criou limitações mas também espaços. “Dispensei demasiado tempo a fazer certas aprendizagens e cometi erros pelos quais provavelmente não teria passado se tivesse estudado design de moda, modelagem, corte e costura… Mas também me deu alguma liberdade pois não tinha nenhum tipo de limitações. Tudo era possível!”

Trabalha de dia e de noite, aproveitando a luz natural para seleccionar e combinar tecidos e padrões, e a noite para tratar do backoffice, que no seu caso envolve tudo: das actualizações do site, à impressão de carimbos e contabilidade.

Como ferramentas de trabalho imprescindíveis, destaca a tesoura (óbvio!) e o ferro de engomar (menos óbvio, mas ainda assim com um lugar de destaque ao lado da mesa de trabalho).

Bárbara Viseu vende as suas peças – vestidos, saias e aventais, para crianças e para meninas mais crescidas – na Net (na página que criou no Etsy e via Facebook) mas também podemos encontrá-las, ao vivo e sem dúvida a cores, no mercado do Príncipe Real.

(as fotos foram tiradas num dia de Verão no atelier da Bárbara em Lisboa)

IMG_4076

IMG_4060

IMG_4064

IMG_4062-2IMG_4066-2

IMG_4156-2

IMG_4075-2

IMG_4078-2

IMG_4180-2IMG_4114-2IMG_4115-2

IMG_4128-2

IMG_4084-2

IMG_4138

IMG_4222

Anúncios

2 responses to Bárbara Viseu

  1. Sandra Gonçalves

    Conheci a Bárbara na Feira da Ladra há cerca de duas semanas. Adorei as roupas dela! E gostei muito deste artigo!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s