Camera Clara (Chamber)

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Chamber significa câmara e é para esse cocoon, sonhado ou vivido, que remete a primeira colecção desta nova boutique dedicada ao design em edição limitada que acaba de nascer em Nova Iorque.

Por enquanto, temos direito a um sneak de pré-abertura (vale a pena salivar no site da Chamber). A inauguração está prevista para dia 24 de Setembro, em Chelsea, e até lá teremos de esperar para ver de que maneira designers e artistas irão preencher este contemporâneo “cabinet de curiosités”, obra de um argentino, Juan Garcia Mosqueda, que de dois em dois anos irá escolher um curator de luxo para seleccionar os objectos – vintage e contemporâneos – que compõem a colecção.

A ideia não é completamente nova. Antes, outros aventureiros criaram plataformas onde se vendiam raridades modernas e objectos de luxo, embrulhados em edições limitadíssimas, aguçados pela excitante engenho de só poderem ser comprados ao longo de um fugaz período. Uma flecha directa ao coração de coleccionadores, que como se sabe, são caçadores de relíquias ou experimentações, tão interessados em possuírem o objecto de desejo como em serem os primeiros (idealmente, os únicos) a fisgá-lo.

A Chamber pode, por isso, ser um novo paraíso para o design high-end e os ávidos arqueiros que o povoam por aí. Mas pode também ser só mais um balão volátil, esvaziando-se lentamente, ou serpenteando em euforia pelo ar, até se esgotar num último suspiro de futilidade.

Ainda não se sabe. Mas os dados estão lançados e parece que temos uma boa, uma excelente, mão. Se não, vejamos o póquer de ases cozinhado para a Collection #1: os curators eleitos para a colecção inaugural são nada menos que os Studio Job. A eles coube-lhes seleccionarem as primeiras peças vintage e convidarem outros designers para porem o seu talento ao serviço das primeiras peças encomendadas. Algumas das escolhas: uma poltrona de Joe Colombo de 1965 (Elda Chair, considerada a primeira cadeira a ser fabricada em fibra de vidro moldada), o protótipo de uma peça de Nendo para a Glas Italia, um totem dourado de Alessandro Mendini, e um outro inédito dos FormaFantasma (uma colecção de objectos para a mesa- saleiro, pimenteiro, etc – feita a partir de conchas, ostras e afins, da qual ainda sabemos pouco, a não ser que se chama Raw e que está claramente na linha das investigações matéricas, orgânicas e conceptuais da dupla italiana).

Ainda nada se sabe, mas cheira-nos bem. Esperemos para ver. Até lá iremos compondo o nosso cabinet imaginário, câmara clara e protegida, cheia de curiosidades.

(nas imagens, belíssimo desenho de Raw dos FormaFantasma, a cadeira de Joe Colombo, Richard Woods e a criação, coberta de ouro de 24 K, de Alessandro Mendini).

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