Podiamos estar na Culatra, debaixo de uma tília em Azeitão, a ver baleias nos Açores, ou num lago de água gelada como o ilustrador francês Jean Jullien (aí em cima).
Em todos os sítios, desde que lá se estivesse, estar-se-ia bem, mas a verdade é que por estes dias é bom ser silly em Lisboa.
Foi só um intervalo. Entr’acte. Estamos de volta e este interregno, que não é morte, foi um “só não ser visto”.
A imagem de verão de Jean Jullien pareceu-me do mais apropriado para um regresso ao Playtime, ainda que tímido.
Ignorante, alheada, descobri-o no Instagram e foi tiro e queda. Claro que um rapaz com 154k seguidores não é propriamente um desconhecido, mas para mim era, e isso é maravilhoso. Partilho-o por amor aos outros desatentos que eventualmente andem por aí. Cada desenho seu é uma epifania. Um raio de luz na manhã mais pesarosa. Um pózinho de camu-camu no sumo de laranja da alvorada.
Jean Jullien tem clientes de peso. Não os vou enumerar porque hoje estou do contra, isso seria publicidade gratuita e o que quero mesmo é que vejam Jean Jullien, que como é evidente pode flirtar à vontade com a sociedade do espetáculo, porque é um artista, e tem estatuto para isso. Mas vale a pena ver o show que montou na cidade italiana de Cremona (aí em baixo), ou a maneira como ocupou as paredes do super-chique Water Bar na Colette, em Paris.
Podem deleitar-se no site de Jullien (à maneira) e no tumblr que criou com Gwendal e Yann Le Bec. Quando for grande, quero ter um blog assim.



O vazio deste interregno cruzou-se com esta epifania… Melhor que isto só mesmo um araçá d’ água, na sombra de um repouso. Brasinha pertóde, Mad.
[…] (as ilustrações são do francês Jean Julien, que descobri no Instagram…) […]