Super 8

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Há uns dias ouvi da boca de um padre uma descrição sobre a diferença entre nostalgia e saudade. A saudade (de algo ou alguém que já não está) manifesta-se como uma presença. É por isso que é boa. Quando sentimos saudades de alguém de quem gostamos, sabemos que não estando – já, ainda –  está sempre connosco. A saudade é uma permanência. Uma proximidade e um aconchego. Uma presença capaz de fintar a própria morte.

Já a nostalgia implica reconhecermos uma distância, relativamente a uma coisa que já não está, que já não existe, que perdemos ou da qual nos separámos. É por isso que é possível sentir nostalgia de um carro. De uma pessoa, se estiver tudo bem, sentimos saudades.

Vem tudo isto a propósito da recente notícia sobre o relançamento da película Super 8. Yu huuuu! O ano não podia ter começado melhor. E porque uma boa notícia nunca vem só, parece que não é só o filme a ser relançado: a câmara também. Quem o diz é o estúdio de São Francisco Fuseproject, que está a trabalhar num novo design, inovador e “roots” para a lendária Super 8. A ideia, explica Yves Béhar, é desenvolver para a Kodak uma câmara com “materiais robustos e características ergonómicas” ideal para rodar cenas estáticas ou de acção. Que charme.

A tecnologia é do caraças. Mas um bocadinho de digital detox não faz mal a ninguém. Só para matar as saudades. Filmes em grão. Fantasmas luminosos. Cá vos esperamos, com amor.

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