Walk&Talk #6 (circulando)

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Podes sair dos Açores, mas os Açores nunca saem de ti.

Talvez por ser um conjunto de ilhas, e as ilhas serem por natureza propensas à circularidade.

Dás voltas e voltas. Sais da ilha, e a ilha continua.

Podia invocar mil razões para voltar aos Açores rapidamente, mas fico-me por uma, que no imediato me parece suficiente. Chama-se Walk&Talk e é o festival de artes que trouxe a periferia para o centro, e vice-versa. Aqui nada pára. Anda-se e fala-se. Cria-se e tudo circula.

A sexta edição do Walk&Talk arrancou dia 15 em Ponta Delgada, prolonga-se até dia 30 de Julho e vai mais longe, pela primeira vez com uma extensão à ilha Terceira, em Setembro. Quem, como eu, se desencontrar com as datas, pode sempre percorrer o circuito de arte pública, nascido com o festival e espalhado por São Miguel, de Ponta Delgada a Rabo de Peixe. São cerca de 80 obras site-specific, entre murais, instalações e esculturas, de artistas como Vhils, Pastel, Remed ou 2501. Este ano, o foco do circuito é a arquitectura e o design num projecto em co-curadoria com o Mezzo Atelier (Giacomo Mezzadri e Joana Oliveira).

O programa desta edição abarca, como sempre, as artes visuais e performativas, com música, teatro e cinema, a arquitectura e o design, e inclui as obrigatórias conversas e workshops. Em diferentes suportes e expressões, o objectivo é sempre o diálogo – entre a periferia e o centro, o local e o global, o  particular e o universal. Este é o sítio perfeito para isso acontecer. Este ano, haverá residências artísticas dos Pedrita, Sam Baron e Rui Vitorino Santos, o que é sempre um bom sinal. Outro destaque é a exposição Lua Cão, com curadoria de Natxo Checa, da Zdb, que reúne obras (vídeo, 16mm e fotografia) de Alexandre Estrelo e  João Maria Gusmão e Pedro Paiva (gosto tanto).

Como zarpámos na véspera da abertura do festival – “na vida tudo são vésperas” – não deu para ficar para a festa. Ao largo, apreciamos, e muito, a nova identidade do Walk & Talk, assinada pelo colectivo de designers VivóEusébio, que é assim, maravilhosa. Azul, verde, azul, verde, depois não digam que não avisámos. Cada letra é uma ilha, nove ilhas no total, e, mesmo fora do modo Gif, dão a impressão de nunca pararem quietas. Animadas por natureza, são a viva imagem do Walk & Talk.

(as imagens da sinalética, assinada pelos VivóEusébio, foram gentilmente cedidas pelo Walk & Talk e são de Milton Pereira e Rui Soares)

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