Vinte e três joias à procura de autor

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Às vezes, a escuridão pode ser transparente.

É precisamente o que acontece na exposição Vinte e Três – Joalharia Contemporânea da Ibero América, que se pode visitar até dia 22 no salão nobre da Sociedade Nacional de Belas Artes. 

A exposição, organizada pela PIN, integra a programação de Lisboa- Capital Ibero Americana de Cultura 2017,  reúne trabalhos de artistas de artistas de 23 cidades ibero-americanas. Pelo menos esse foi o ponto de partida, porque algumas cidades, estando presentes, não apresentam qualquer peça.

Surge assim o desafio de apresentar, ou re-presentar a ausência.

E é isto, entre outras coisas, que o design expositivo, de Fernando Brízio, resolve magistralmente, mesmo quando nos deixa em suspenso.

As joias aparecem dispostas em 23 caixas transparentes rectangulares sustidas por finíssimas faixas de acetato. Não está identificada a sua origem, nem tão pouco o seu autor. Cada faixa-caixa representa um meridiano, um ponto no planeta, uma cidade. Nenhuma está identificada. Cabe a quem visita indagar, a partir das impressões e sensações que recebe, a origem de cada peça.

Está dado o tiro no escuro. Valente e frágil e luminoso.

Adorámos a experiência e vale mesmo a pena visitar.

Agora vamos de férias e não levamos algoritmos.

(fotografia de David Pereira)

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