Fernandinho gostava dos astros e Antoninho gostava de Monica e assim caímos no meio de um eclipse interseccionista todo modernito.
E eu, que gosto quase tanto de Antoninho quanto gosto de Fernandinho, só posso abraçar esta lua cheia a brincar às escondidas com grande entusiasmo. Ando à espera dela há vários meses. E depois de levar com Vénus a fazer birrinha, Saturno a bater o pé, e Mercúrio em modo amuado, francamente, isto são amendoins cósmicos.
Os homens da idade média acagaçavam-se todos quando a Lua tapava o Sol e no dia se fazia noite. Não é o caso. Hoje é a Terra que mete a colher. Está tudo bem e é altura de largar.
E se nada acontecer, pelo menos teremos olhado o pó das estrelas de que somos feitos como se fosse a primeira vez.