Tudo, tudo, não

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Esta semana tivemos uma super lua, super azul, super eclipsada ou eclipsante e na realidade parece que tudo ficou na mesma.

Tudo, tudo, não.

Diz-me o meu primo que a partir dos 40 anos todas as mulheres fazem Yoga, ou meditação, ou ambas as coisas, e eu tenho de corrigir e explicar-lhe que medito transcendentalmente desde dois mil e nove, quando ainda era uma Balzaquiana.

Quanto ao Yoga, a saudação ao sol ainda agora começou. E bem.

Tudo ficou na mesma, mas tudo, tudo, não.

Posso até ter começado o dia com um shot de powder power, turmérico da melhor proveniência. Os meus filhos já se renderam à granola. E estou a escrever num café modernito, nórdico, com danish rings e cappuccinos cobertos de flores que parecem decalcadas de papel de parede dos anos setenta . Aqui encontram-se alguns escribas da nação. As tertúlias são mudas. Interrompidas pela necessidade de mostrar o nosso apreço por tudo o que se passa lá fora. A acústica é péssima. Ouvem-se todas as conversas, mesmo e sobretudo as que não se querem ouvir, porque estamos perto.

Somos humanos.

Tudo na mesma. Tudo, tudo, não.

Mesmo alcalinos, mesmo anti-inflamados, mesmo polvilhados de açafrão, continuamos cheios de esperança e de desejo. Apenas devoramos o mundo.

“Comemos vegetais e animais. Bebemos vinho. Respiramos fundo. Somos normais. Apenas devoramos o mundo.” Ary dos Santos

(na fotografia, dois astros sem eclipse, um shot, e um prato com um rato da maravilhosa Teresa Pavão)

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