Peonasmo

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Tenho esta mania das peónias. Não é um fraquinho, é uma queda. É fortíssimo. Também elas têm queda para a queda.

Anda a turistada toda doida com os jacarandás. Os alfacinhas roxos de todo. O Instagram também,  roxo de todo, todo roxo, ou lilás, o que quiserem, o que importa é que são são altamente instagramáveis, o raio das árvores. Lixam os carros, lavam as almas. Todos os anos é a mesma coisa. Eu que o diga. Um exibicionismo generoso. Dadas, egocêntricas, maravilhosas.

Prefiro os jacarandás mais pianinhos, que se põem a espreitar pelo meio dos verdes eléctricos, tímidos insolentes. Nas pontas negras, espaçadas, as flores parece que levitam. Talvez por estarem menos expostas à luz sejam mais demoradas, que não é o mesmo que lentas.

Mas as peónias. Fico sem jeito. Vou à Ribeira, ou a São Bento, volto para casa e elas a murcharem-me de amor. Não encontrava explicação e depois li uns versos, por baixo de uma fotografia toda pirosa, cheia de peónias, evidentemente:

with their honeyed heaviness, their lush trembling, 
their eagerness
to be wild and perfect for a moment, before they are
nothing, forever?

E então abri.

 

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