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Nunca soube bem como se pronuncia “Grcic”, na minha boca cada dia é uma pronúncia diferente, mesmo depois de ter entrevistado o grande Konstantin, há vários anos, há várias vidas, fiquei na mesma. Em vez de lhe perguntar o que achava sobre o excesso de objectos desenhados num mundo cheio de mais (e ainda não se falava de crise climática) devia ter-lhe disparado, “Konstantin, como se pronuncia o teu nome?”.
Grcic parece-me sempre um nome meio soluçado, entrecortado, engasgado, como se não terminasse de ser, mas isso não interessa nada, que o diga o meu primo A. que veio de Nairobi passar o Natal com a família e demorou algum tempo a convencer o tio ancião que Dejése era a melhor maneira de dizer Jazz e fazer-se entender, embora lá estivesse um “a”, sobre isso não havia dúvidas, e dois “z”, dois “z”, sim são mesmo dois.
O que para aqui interessa é que Grcic é um designer do caraças, e depois disto e daquilo, ainda tem tempo e paciência para pensar em objectos como estes candeeiros modulares que são uma beleza, presentes-ausentes, praticamente invisíveis à luz do dia, subtilmente luminosos quando é preciso. Por isso se chamam Noctambule, e quase lhes ouvimos a música.
A Flos, que os edita e fabrica, explica tudo muito bem explicado aqui. Só faltava serem soprados na Marinha Grande, mas isso seria pedir de mais.

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