Veludo

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Às vezes era preciso abrandar, e então ouvia Sade Adu como num círculo e ficava ali presa naquela doçura. Em repeat, em repeat. Lentamente, contra a correria. Smooth Operator. Sweetest Taboo. Tudo com muito ritmo e muito veludo e muito sentimento. “Sentiment”. Saxofone também.

Claro que naquele pedaço de espaço-tempo, o armário imaginário onde se escondia, os anos oitenta não estavam nada longe. Nem perto, de resto. Não tinham começado nem acabado.  Não existiam. Bem vistas as coisas, não havia nada que não fosse relativo.

Dentro da voz de Adu, quente como cristal, dava voltas num tempo circular.

(uma vénia à super talentosa Magdalena Feikusová, que fez esta Sade para nosso deleite. Obrigada Magda, a tua generosidade e talento são ENORMES!)

One response to Veludo

  1. Lena

    Tu também és talentosa minha Madalena sem g !
    Linda de Poesia e dizes tu q n és Poeta!

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