Everlast

Ali nasceu Cassius,
tinha pé de barro, não
tinha borboletas nos pés
e vibração de abelha
na barriga.

Colosso alado, 
amado.
leve como um touro
abrindo as narinas feitas asas.

Inspirando intactos
O punho, o pó, o pé
expirando só orgulho, só beleza
para lá e para cá,
para lá e para cá.

Cassius eu te amaria
para sempre
por isso hoje vesti as minhas calças
Everlast,

E contigo tirei a máscara
e despi o escravo 
que deixou o nome
que beijou a pele
e fechou a cicatriz.

Também eu quero saber
para onde foram todos os anjos negros
onde está a farinha moída na escuridão

Beber a magia clara,
dura,
dos teus olhos
luzindo como carvão.

(não sei quem é o autor das fotografias, mas que beleza!)


                

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