Coisa Séria

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Não há explicação para a minha adoração por Capitão Fausto. É coisa séria e piora com a idade. O que tem ainda mais graça quando penso que, com jeitinho, e pelo menos de um ponto de vista estritamente biológico, os Capitão Fausto podiam ser meus filhos.

Bando de meninos. Banda de meninos.

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Gentile

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Só para não cair assim de pára-quedas no meu próprio blogue, uma tentativa de explicação deste pousio de dois meses:

“E vários chaturanga depois, ela voltou.”

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A Festa de Achille

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Dom Achille faria 100 anos em 2018. Para celebrar, organizou uma festa de arromba. A incongruência no tempo verbal é propositada: acontece que os grandes não têm tempo para o tempo.

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Wild Thing (You Make My Heart Sing)

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Para quem acredita, como eu, na importância de nos rodearmos de coisas belas (e exactas, e necessárias, no sentido em que abdicam do supérfluo) para sermos felizes, este projeto da dupla belga Muller van Severen para a Airbnb merece toda a atenção.

Não é o mais importante na vida, como é óbvio, mas ajuda imenso.

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O Fogo e o Gelo

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Não é preciso ter um coração vulcânico para derretermos, feitos lava, perante esta série de quadros de Júlio Dolbeth, em exposição na Ó Galeria de Lisboa.
É uma história pessoal. É uma história universal.
A Terra demora 365 dias a dar a volta ao Sol e isso é tanto e isso é tão pouco. Um segundo pode inverter tudo e a impossibilidade deixar cair o “im” e converter-se num possível ou a possibilidade rebelar-se ou perder o chão e puf, lá vamos que já fomos. Vice e versa, tu e eu, nós e todos.

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Tudo, tudo, não

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Esta semana tivemos uma super lua, super azul, super eclipsada ou eclipsante e na realidade parece que tudo ficou na mesma.

Tudo, tudo, não.

Diz-me o meu primo que a partir dos 40 anos todas as mulheres fazem Yoga, ou meditação, ou ambas as coisas, e eu tenho de corrigir e explicar-lhe que medito transcendentalmente desde dois mil e nove, quando ainda era uma Balzaquiana.

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Grande Novidade (Ano Novo)

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O ano começou como uma manhã lavada, fresca, fresca, veio chuva, veio vento, veio frio, e ainda não tinha sentido essa grande novidade nas ventas como hoje. Estava uma manhã de glória e o meu filho aponta para o céu e diz olha que bonito. Cinzento em fios prateados de nuvens e uma luz louca e uma luz nossa. E depois dizem que a Internet deu cabo da nossa capacidade de olharmos para as estrelas. Não deu coisa nenhuma. Deu cabo de muita coisa, mas lá olhar para o céu, olhamos. Mesmo que seja só para tirarmos fotografias. E fazermos postais. E partilhar imenso. E marcar com tantos e tantos coraçõezinhos palpitantes.

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Possibilidades

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Parece que na Islândia, que é o país que publica mais livros per capita, há uma tradição de Natal que consiste em oferecer livros no dia 24 e passar a noite a lê-los. Assim como se não houvesse amanhã. Chamam-lhe avalanche de livros (a palavra é “flod”, que dá origem ao termo Jolabokflod).

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Nas Tintas

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A designer Mariana Fernandes gosta de pôr a mão na massa, que, no caso dela, é a tinta. Na Lavandaria, o estúdio lisboeta onde nascem maravilhosas impressões em serigrafia, ou na Fabrica, onde faz parte de uma dream team de jovens criativos, Mariana está sempre rodeada de pigmentos e pincéis. Foi isso mesmo que transportou para a nova colecção de 6 canecas que desenhou para a Benetton,

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Um Lugar Incomum (O Pássaro e o Elefante)

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Tenho uma história inacabada com o meu filho S. que se chama “Um Tucano no Pólo Norte”. Na verdade, não é bem inacabada. É uma história apenas começada. É quase só um título. Pode ser tudo.

Lembrei-me desta história quando ouvi o título da exposição que Miguel Vieira Baptista apresentou no DIDAC, em Santiago de Compostela: “O Pássaro e o Elefante”. A associação  explica-se, é óbvio, pela proximidade ornitológica. Mas é sobretudo pelo lado lúdico que as coisas – tucanos, extremidades da terra, pássaros, elefantes – se aproximam. E não podia ser sempre assim?

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