Nowhere é aqui

icon_10

casa_jacinto_1.jpg

Estivemos lá e o pianista estava a almoçar. Sentado à frente de uma janela, a olhar para o lago, mastigava devagarinho com cara de poker. Já o tínhamos visto de fora, enquanto dávamos a volta à casa de cortiça que Ricardo Jacinto criou como “residência temporária” para o pianista Marino Formenti. 

Continue Reading

Maata-me mucho

icon-15

DIA2_MAAT_PAC_099_0.JPG

Uf. Que sossego.A semana passou a correr entre festividades várias: as minhas, que a idade não perdoa, e as públicas, com a inauguração do maat, que foi uma espécie de casamento cigano modernito. Nada contra, mas que esta história interminável deve ter sido uma canseira, deve. Entre os muito VIPS, a imprensa, os só um bocadinho VIPS e a plebe, foram dias e dias dedicados a abrir qualquer coisa que ainda nem sequer está completamente pronta, o que é sempre original. E naice.

Continue Reading

Promenade

icon-15

foto-04.jpg

El campo, ese lugar donde los pollos se pasean crudos” é a frase que mais tenho repetido para mim ultimamente. Aparece assim, sem avisar, como uma galinha descabeçada, a interromper-me as meditações. Li-a há uns tempos numa entrevista a Eduardo Souto de Moura, em que o arquitecto citava Julio Cortázar falando a propósito de Verdes Anos e da relação entre a cidade e o campo que o filme intercepta.

Continue Reading

Walk&Talk #6 (circulando)

icon_10

unnamed.png

Podes sair dos Açores, mas os Açores nunca saem de ti.

Talvez por ser um conjunto de ilhas, e as ilhas serem por natureza propensas à circularidade.

Dás voltas e voltas. Sais da ilha, e a ilha continua.

Podia invocar mil razões para voltar aos Açores rapidamente, mas fico-me por uma, que no imediato me parece suficiente. Chama-se Walk&Talk e é o festival de artes que trouxe a periferia para o centro, e vice-versa.

Continue Reading

O azul do céu

icon_10

img_7051 (1)

O meu pai ensinou-me a amar o azul do céu por cima de todas as coisas.

Não que não haja coisas mais importantes – a saúde, o amor, a liberdade – mas é uma evidência. O azul do céu está, por inerência, por cima de todas as coisas.

Continue Reading

Navalhada

icon-15

376117_212824215461818_1449547905_nO meu avô, que era careca até ao último cabelo, ignorava o evidente desapego da sua luzidia cabeçorra e vinha ao barbeiro ao Chiado, aparar as pontas do farto bigode, digo eu, já que o que lhe faltava no topo da cabeça lhe sobrava entre o nariz e o lábio superior (é na amplitude desse espaço que despontam os verdadeiros bigodes, aprendi).

Continue Reading

Todos contentes

icon-15

community_kitchen_of_terras_da_costa_ateliermob_colectivo_warehouse_image67146d5f.jpg

Fácil seria dizer: não é por serem portugueses, é por serem bons. Mas não seria verdade. Sempre que um português ganha um prémio lá fora, alegramo-nos porque é bom – se for o caso – e porque é nosso. As duas coisas são inseparáveis e já explico porquê.

Esta semana ficámos a saber que dois bons projectos portugueses, a Cozinha Comunitária Terras da Costa, do atelier mob + colectivo warehouse, e The Wall Project, da ceramista  Maria Ana Vasco Costa venceram dois importantes prémios internacionais, um de arquitectura, outro de design.

Continue Reading

No more posts.