Walk&Talk #6 (circulando)

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Podes sair dos Açores, mas os Açores nunca saem de ti.

Talvez por ser um conjunto de ilhas, e as ilhas serem por natureza propensas à circularidade.

Dás voltas e voltas. Sais da ilha, e a ilha continua.

Podia invocar mil razões para voltar aos Açores rapidamente, mas fico-me por uma, que no imediato me parece suficiente. Chama-se Walk&Talk e é o festival de artes que trouxe a periferia para o centro, e vice-versa.

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O azul do céu

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O meu pai ensinou-me a amar o azul do céu por cima de todas as coisas.

Não que não haja coisas mais importantes – a saúde, o amor, a liberdade – mas é uma evidência. O azul do céu está, por inerência, por cima de todas as coisas.

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Navalhada

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376117_212824215461818_1449547905_nO meu avô, que era careca até ao último cabelo, ignorava o evidente desapego da sua luzidia cabeçorra e vinha ao barbeiro ao Chiado, aparar as pontas do farto bigode, digo eu, já que o que lhe faltava no topo da cabeça lhe sobrava entre o nariz e o lábio superior (é na amplitude desse espaço que despontam os verdadeiros bigodes, aprendi).

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Todos contentes

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Fácil seria dizer: não é por serem portugueses, é por serem bons. Mas não seria verdade. Sempre que um português ganha um prémio lá fora, alegramo-nos porque é bom – se for o caso – e porque é nosso. As duas coisas são inseparáveis e já explico porquê.

Esta semana ficámos a saber que dois bons projectos portugueses, a Cozinha Comunitária Terras da Costa, do atelier mob + colectivo warehouse, e The Wall Project, da ceramista  Maria Ana Vasco Costa venceram dois importantes prémios internacionais, um de arquitectura, outro de design.

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Aravena (Alucina, Alucina)

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Há meses assim. Um dia, ficamos felizes ao saber que o chileno Alejandro Aravena ganhou o Prémio Pritzker. Uns dias depois, ficamos tristes ao saber da morte do arquitecto Português Nuno Teotónio Pereira.

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Takeover (ECAL na Cité Radieuse)

icon-15Apartment-No-50-Cite-Radieuse-Unite-Corbusier-ECAL_dezeen_468_29Poucos projectos merecem tantas e tão emotivas vénias quanto os takeovers do Apartamento nº 50 da Cité Radieuse de Le Corbusier, em Marselha. Depois de tirarmos o chapéu a colossos como Jasper Morrison, os manos Bouroullec, Konstantin Grcic e Pierre Charpin chega a vez de nos rendermos ao talento dos mais novos.

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Prix Émile Hermès 2015|2016

icon-06imageEste é um post de serviço público. Só para avisar que as candidaturas ao Prix Émile Hermès 2015 estão oficialmente abertas. Dézainers de Portugal, respondam ao apelo, ultimamente até temos sido bem sucedidos nestas coisas (Marques apóstrofo Almeida e a Louis Vuitton) e todos sabemos que ninguém é profeta na sua terra (especialmente se tiver nascido aqui).

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Okupa (Charpin chez Corbu)

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Depois de Jasper Morrison, depois de Konstantin Grcic, depois dos irmãos Bouroullec, o convidado de honra para ocupar o apartamento nº 50 da Cité Radieuse de Le Corbusier, em Marselha, é o francês Pierre Charpin.

E radioso é o efeito, Os pilotis devem tremer de emoção.

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O Lado Lagartixa

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Bijoy Jain's house04 ©Francesca Molteni

 

Depois de anos a meditar à sombra, finalmente descobri as maravilhas de meditar ao sol. Uma amiga versada no assunto deitou por terra o meu cepticismo, asseverando que não há problema nenhum em meditar debaixo dos raiozinhos da grande estrela.

Para o meu lado lagartixa (não posso ver um muro de pedra sem me estender nele imediatamente) foi uma benção.

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Em Cedofeita (Rosa et al)

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Uma amiga da Invicta mandou-me um link para este hotel a norte que quero ir espreitar. Chama-se Rosa Et Al e fica na Rua do Rosário, num bairro lindo e sossegado também conhecido por Cedofeita, em homenagem à artéria que o atravessa (Cedofeita: a mistura certa de suavidade e assertiva convicção. E que bonito que é ouvir os Portuenses dizer “em Cedofeita”.). Por aqui já conhecíamos outras paragens dignas de menção, mas é sempre bom acrescentar um ponto aos contos que valem a pena.
O projecto, do arquitecto Emanuel de Sousa, foi um dos eleitos para o prémio “Respect for Architecture 2012 Porto”, atribuído pela Secção regional Norte da Ordem dos Arquitectos (também lá estão, justamente, a Favorita e a loja de Luís Buchinho, entre muitos outros “projectos exemplares”). Sobre esta distinção, o roteiro que entretanto foi criado para celebrar a boa arquitectura da cidade do Porto, e o logótipo criado para o efeito pelo atelier R2, vale a pena ler o artigo do Jorge Marmelo, jornalista exemplar, que, para além do MEC, continua a ser uma das boas razões para sermos fiéis ao Público.

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