Nature Vive

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Olhei para estas peças de cerâmica da italiana Paola Paronetto e pensei nos quadros do Giorgio Morandi, que descobri em Paris,  não sei bem quando mas antes dos 20 certamente, pela mão do meu padrasto seguramente, quando a vida me parecia vibrante e tremenda e de uma beleza incerta e doce, exactamente como os quadros de Morandi.

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Virgil em Veneza

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Virgil, o ano ainda não vai a meio, mas já posso dizer que foste uma das melhores coisas que me aconteceu em 2019. Não nos conhecemos pessoalmente, e se calhar até é melhor assim. Estivemos pelo menos umas horas ao mesmo tempo na mesma cidade, isso sei de fonte segura, muitíssimo bem informada, mas para ti foi hit and run, ou não fosses uma estrela a rasgar o céu. Subir a um palco, receber um prémio, agradecer com duas palavras breves, meter-se num carro paciente e rumar ao aeroporto. Ainda te esperámos no Bar Basso, true, mas foi em vão.

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Pretziada

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Pretizada means precious in Sardo” explica-me o gentile Ivano, que nasceu na Sardenha ou em Milão, não me lembro bem, mas passou pela Sardenha, isso sem dúvida, viveu em Nova Iorque com Kyre, a sua mulher e companheira de aventuras, e voltou à terra, onde agora vivem na parte mais remota da ilha.

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Laifestáile

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A sério que queria imenso escrever sobre todas as coisas que acontecem lá fora, os projectos, lançamentos, produtos, comidinhas, acessórios, peças, com dézaine, sem dézaine, coisas orgânicas, mecânicas, humanas, exposições, hotéis, esplanadas, co-works, lojas, espaços e afins, mas não consigo. Ou melhor, consigo – e ainda o faço, de outra forma não estaríamos aqui, eu deste lado, tu desse lado – só que é cada vez mais raro.

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ARCO en ciel

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Uma notícia sobre a terceira edição da ARCOLisboa (tudopegado) diz assim: “ARCO. Há galerias londrinas que preferiram Lisboa a Madrid”. Isto provoca-me algum espanto. Isto não devia ser notícia. Só apetece dizer:

PUDERA.

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Coisa Séria

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Não há explicação para a minha adoração por Capitão Fausto. É coisa séria e piora com a idade. O que tem ainda mais graça quando penso que, com jeitinho, e pelo menos de um ponto de vista estritamente biológico, os Capitão Fausto podiam ser meus filhos.

Bando de meninos. Banda de meninos.

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Wild Thing (You Make My Heart Sing)

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Para quem acredita, como eu, na importância de nos rodearmos de coisas belas (e exactas, e necessárias, no sentido em que abdicam do supérfluo) para sermos felizes, este projeto da dupla belga Muller van Severen para a Airbnb merece toda a atenção.

Não é o mais importante na vida, como é óbvio, mas ajuda imenso.

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O Fogo e o Gelo

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Não é preciso ter um coração vulcânico para derretermos, feitos lava, perante esta série de quadros de Júlio Dolbeth, em exposição na Ó Galeria de Lisboa.
É uma história pessoal. É uma história universal.
A Terra demora 365 dias a dar a volta ao Sol e isso é tanto e isso é tão pouco. Um segundo pode inverter tudo e a impossibilidade deixar cair o “im” e converter-se num possível ou a possibilidade rebelar-se ou perder o chão e puf, lá vamos que já fomos. Vice e versa, tu e eu, nós e todos.

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Coisas para fazer antes que o Verão acabe (e um bocadinho depois)

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Antigamente os filósofos praticavam o desapego, hoje não é bem assim. Li esta semana um texto bastante inspirado de Tom Hodgkinson, fundador da revista The Idler, em que, a propósito das manifs francesas destes dias, contrapunha o desprezo do presidente Macron pelos “fainéants” – os que não fazem a ponta – ao lifestyle de Sócrates (o grego), e Diógenes que “não faziam muito mais que conversar com as pessoas no mercado”. E não cobravam por isso.

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No Minho sê Minhota (Paredes)

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Levei comigo para Paredes, no meio de latas de atum (com alecrim, não há necessidade de fazer figuras), um livrinho de Stefan Zweig (O Jogador de Xadrez) e as Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco. (S., que apesar de ter transitado para o 4º ano, continua a inventar, quer saber:  “Novelas do Moinho?. Ah ha ha, quem é que anda a ver telenovelas num moinho?” Ninguém, amor, está tudo bem).

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