Nowhere é aqui

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Estivemos lá e o pianista estava a almoçar. Sentado à frente de uma janela, a olhar para o lago, mastigava devagarinho com cara de poker. Já o tínhamos visto de fora, enquanto dávamos a volta à casa de cortiça que Ricardo Jacinto criou como “residência temporária” para o pianista Marino Formenti. 

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Três dias para Blaufuks

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Todos os dias, durante muitos dias, abrir a janela do Instagram e ver a janela do Daniel Blaufuks era um bálsamo e uma bênção. Era como escancarar as portas, pôr os vidros em espargata, e deixar o ar entrar.

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Lãbuzar

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Aquela frase “I’m not a cat person”, eu achava que tinha sido feita para mim. Passei quase quatro décadas da minha vida convencida de que não gostava de gatos. Depois apareceu-me um  gato. Depois comecei a baixar a guarda, sorrateira, sempre alerta. Como um gato. Quando dei por mim, estava a achar-lhes graça.

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Maata-me mucho

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Uf. Que sossego.A semana passou a correr entre festividades várias: as minhas, que a idade não perdoa, e as públicas, com a inauguração do maat, que foi uma espécie de casamento cigano modernito. Nada contra, mas que esta história interminável deve ter sido uma canseira, deve. Entre os muito VIPS, a imprensa, os só um bocadinho VIPS e a plebe, foram dias e dias dedicados a abrir qualquer coisa que ainda nem sequer está completamente pronta, o que é sempre original. E naice.

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Festival Iminente (que seja eterno enquanto dure)

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Era urgente. Mas estivemos na iminência de falhar. Salvaram-nos uns bons amigos, que sacaram bilhetes da cartola quando tudo estava esgotado até ao tutano.

Valeu a pena. O Festival Iminente, com curadoria de Alexandre Farto, fez vibrar o jardim municipal de Oeiras no fim-de-semana que passou

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Andersoniana

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Mais um para a colecção de Andersoniana. Depois do delicioso Tumblr Wes Anderson Palettes, perdemos-nos com gosto nos micro mundos que a artista catalã Mar Cerdà construiu com amor à volta dos filmes de Anderson.

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Walk&Talk #6 (circulando)

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Podes sair dos Açores, mas os Açores nunca saem de ti.

Talvez por ser um conjunto de ilhas, e as ilhas serem por natureza propensas à circularidade.

Dás voltas e voltas. Sais da ilha, e a ilha continua.

Podia invocar mil razões para voltar aos Açores rapidamente, mas fico-me por uma, que no imediato me parece suficiente. Chama-se Walk&Talk e é o festival de artes que trouxe a periferia para o centro, e vice-versa.

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O azul do céu

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O meu pai ensinou-me a amar o azul do céu por cima de todas as coisas.

Não que não haja coisas mais importantes – a saúde, o amor, a liberdade – mas é uma evidência. O azul do céu está, por inerência, por cima de todas as coisas.

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Amorzinho

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Tenho o coração nas mãos. Desta vez, oh coisa rara, não é o meu, e é pelas melhores razões. Chegou pelo correio, num envelope pequenino como ele, dois dias depois de ter feito a encomenda. É o Little Miserable Book III da Mariana, a Miserável. Com o subtítulo “Impossible Kamasutra”, é um espécie de “Amores Difíceis” em miniatura, com poucas palavras e desenhos lindos, para variar. 

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