Coisas para fazer antes que o Verão acabe (e um bocadinho depois)

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Antigamente os filósofos praticavam o desapego, hoje não é bem assim. Li esta semana um texto bastante inspirado de Tom Hodgkinson, fundador da revista The Idler, em que, a propósito das manifs francesas destes dias, contrapunha o desprezo do presidente Macron pelos “fainéants” – os que não fazem a ponta – ao lifestyle de Sócrates (o grego), e Diógenes que “não faziam muito mais que conversar com as pessoas no mercado”. E não cobravam por isso.

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No Minho sê Minhota (Paredes)

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Levei comigo para Paredes, no meio de latas de atum (com alecrim, não há necessidade de fazer figuras), um livrinho de Stefan Zweig (O Jogador de Xadrez) e as Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco. (S., que apesar de ter transitado para o 4º ano, continua a inventar, quer saber:  “Novelas do Moinho?. Ah ha ha, quem é que anda a ver telenovelas num moinho?” Ninguém, amor, está tudo bem).

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Uma Família de Flâneurs no Walk & Talk

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Não sei o que levaria para uma ilha para além dos meus amores, mas dos Açores volta-se sempre de alma lavada. Tanto azul, tanto verde, e a minha favorita: a pedra vulcânica, negra, granulosa, que tão intensamente e a seu gosto recorta o mar.

Cada fim é sempre um princípio e por isso voltamos na esperança que desta vez seja de vez.

Nunca é.

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Porto Pauer

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Cheguei ao Porto com uns dias de abánço, a destempo dos European Design Awards (que juntaram todos os vencedores das anteriores edições pela primeira vez no mesmo ponto: Porto) e ainda antes do anúncio mais abençoado: em 2019, o Porto terá a sua Bienal de Design. Comme il fault.

São boas notícias. Sérias.

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O génio sem filtro e o filho da mãe

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Há umas semanas vi o filme de Nick Willing, Paula Rego: Histórias e Segredos.

Não escrevi no momento, porque me faltou o tempo, ou talvez até pela razão inversa: porque me sobrou o tempo, e assim deixei-me estar. Não sei se terá alguma coisa que ver com esta obsessão contemporânea com a lentidão

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Nowhere é aqui

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Estivemos lá e o pianista estava a almoçar. Sentado à frente de uma janela, a olhar para o lago, mastigava devagarinho com cara de poker. Já o tínhamos visto de fora, enquanto dávamos a volta à casa de cortiça que Ricardo Jacinto criou como “residência temporária” para o pianista Marino Formenti. 

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Três dias para Blaufuks

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Todos os dias, durante muitos dias, abrir a janela do Instagram e ver a janela do Daniel Blaufuks era um bálsamo e uma bênção. Era como escancarar as portas, pôr os vidros em espargata, e deixar o ar entrar.

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