Uma Família de Flâneurs no Walk & Talk

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Não sei o que levaria para uma ilha para além dos meus amores, mas dos Açores volta-se sempre de alma lavada. Tanto azul, tanto verde, e a minha favorita: a pedra vulcânica, negra, granulosa, que tão intensamente e a seu gosto recorta o mar.

Cada fim é sempre um princípio e por isso voltamos na esperança que desta vez seja de vez.

Nunca é.

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Porto Pauer

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Cheguei ao Porto com uns dias de abánço, a destempo dos European Design Awards (que juntaram todos os vencedores das anteriores edições pela primeira vez no mesmo ponto: Porto) e ainda antes do anúncio mais abençoado: em 2019, o Porto terá a sua Bienal de Design. Comme il fault.

São boas notícias. Sérias.

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O génio sem filtro e o filho da mãe

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Há umas semanas vi o filme de Nick Willing, Paula Rego: Histórias e Segredos.

Não escrevi no momento, porque me faltou o tempo, ou talvez até pela razão inversa: porque me sobrou o tempo, e assim deixei-me estar. Não sei se terá alguma coisa que ver com esta obsessão contemporânea com a lentidão

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Nowhere é aqui

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Estivemos lá e o pianista estava a almoçar. Sentado à frente de uma janela, a olhar para o lago, mastigava devagarinho com cara de poker. Já o tínhamos visto de fora, enquanto dávamos a volta à casa de cortiça que Ricardo Jacinto criou como “residência temporária” para o pianista Marino Formenti. 

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Três dias para Blaufuks

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Todos os dias, durante muitos dias, abrir a janela do Instagram e ver a janela do Daniel Blaufuks era um bálsamo e uma bênção. Era como escancarar as portas, pôr os vidros em espargata, e deixar o ar entrar.

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Lãbuzar

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Aquela frase “I’m not a cat person”, eu achava que tinha sido feita para mim. Passei quase quatro décadas da minha vida convencida de que não gostava de gatos. Depois apareceu-me um  gato. Depois comecei a baixar a guarda, sorrateira, sempre alerta. Como um gato. Quando dei por mim, estava a achar-lhes graça.

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Maata-me mucho

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Uf. Que sossego.A semana passou a correr entre festividades várias: as minhas, que a idade não perdoa, e as públicas, com a inauguração do maat, que foi uma espécie de casamento cigano modernito. Nada contra, mas que esta história interminável deve ter sido uma canseira, deve. Entre os muito VIPS, a imprensa, os só um bocadinho VIPS e a plebe, foram dias e dias dedicados a abrir qualquer coisa que ainda nem sequer está completamente pronta, o que é sempre original. E naice.

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