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Disse que voltaríamos a seguir ao intervalo, só não sabia que seria um intervalo tão longo.
Cinco meses é muita fruta, uma estação inteira, mas se a iurnata e’nu muorzo, o Inverno é uma dentada e este já passou.
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Disse que voltaríamos a seguir ao intervalo, só não sabia que seria um intervalo tão longo.
Cinco meses é muita fruta, uma estação inteira, mas se a iurnata e’nu muorzo, o Inverno é uma dentada e este já passou.
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Só para não cair assim de pára-quedas no meu próprio blogue, uma tentativa de explicação deste pousio de dois meses:
“E vários chaturanga depois, ela voltou.”
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Fernandinho gostava dos astros e Antoninho gostava de Monica e assim caímos no meio de um eclipse interseccionista todo modernito.
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Morreu Jeanne Moreau. O mundo está mais triste, mais pobre e mais feio.
Ela que dizia que a vida era uma montanha sempre a subir. E ela lá em cima, claro.
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Há umas semanas vi o filme de Nick Willing, Paula Rego: Histórias e Segredos.
Não escrevi no momento, porque me faltou o tempo, ou talvez até pela razão inversa: porque me sobrou o tempo, e assim deixei-me estar. Não sei se terá alguma coisa que ver com esta obsessão contemporânea com a lentidão
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(Os senhores da Terra Treme deviam estar furiosos comigo. Com razão. Até a mais dócil das paciências tem limites. A deles, apesar do nome, não parece ser muito dada a erupções. Passaram dias, semanas, meses, desde que encomendei o poster. E dias, semanas e meses passaram sem que fosse buscá-lo. Uma serigrafia linda, com design ilhas studio e impressão lavandaria. Finalmente fui. É a 46/50 e está a meio do corredor, a espreitar-me quando meto a chave à porta. Estou em casa.)
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Ainda estou às voltas com 95 and 6 to Go, de Kimi Takesue, um dos filmes em competição na 16ª edição do DocLisboa. A realizadora acompanhou o avô, um imigrante japonês nonagenário no Hawai, ao longo de seis anos. O avô tem 95 anos. Faz flexões, alongamentos da coluna, colecciona “coupons”, e come, come bastante. Pelo meio, diz coisas tão bonitas e tão certas como “You should get a job”
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Mais um para a colecção de Andersoniana. Depois do delicioso Tumblr Wes Anderson Palettes, perdemos-nos com gosto nos micro mundos que a artista catalã Mar Cerdà construiu com amor à volta dos filmes de Anderson.
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Há uns dias ouvi da boca de um padre uma descrição sobre a diferença entre nostalgia e saudade. A saudade (de algo ou alguém que já não está) manifesta-se como uma presença. É por isso que é boa. Quando sentimos saudades de alguém de quem gostamos, sabemos que não estando – já, ainda – está sempre connosco. A saudade é uma permanência. Uma proximidade e um aconchego. Uma presença capaz de fintar a própria morte.