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Disse que voltaríamos a seguir ao intervalo, só não sabia que seria um intervalo tão longo.
Cinco meses é muita fruta, uma estação inteira, mas se a iurnata e’nu muorzo, o Inverno é uma dentada e este já passou.
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Disse que voltaríamos a seguir ao intervalo, só não sabia que seria um intervalo tão longo.
Cinco meses é muita fruta, uma estação inteira, mas se a iurnata e’nu muorzo, o Inverno é uma dentada e este já passou.
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Parece que está cientificamente provado que a arte liberta serotonina e ia jurar que o design também. Olhando para alguns objectos que nos causam espanto, um espanto bom, percebe-se imediatamente o efeito que têm em nós, tão suave, luminoso e necessário como um banho de Sol de Inverno.
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Imagino este candeeiro repetido em filinha, vezes sem conta, nas mesas compridas de uma biblioteca civilizada. Se fosse verde então, seria o candeeiro de biblioteca perfeito. Mil vezes repetido.
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Parece que está oficialmente aberta a época estival. Que é como quem diz,
Está um calor do camander.
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Para quem acredita, como eu, na importância de nos rodearmos de coisas belas (e exactas, e necessárias, no sentido em que abdicam do supérfluo) para sermos felizes, este projeto da dupla belga Muller van Severen para a Airbnb merece toda a atenção.
Não é o mais importante na vida, como é óbvio, mas ajuda imenso.
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Parece que na Islândia, que é o país que publica mais livros per capita, há uma tradição de Natal que consiste em oferecer livros no dia 24 e passar a noite a lê-los. Assim como se não houvesse amanhã. Chamam-lhe avalanche de livros (a palavra é “flod”, que dá origem ao termo Jolabokflod).
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A designer Mariana Fernandes gosta de pôr a mão na massa, que, no caso dela, é a tinta. Na Lavandaria, o estúdio lisboeta onde nascem maravilhosas impressões em serigrafia, ou na Fabrica, onde faz parte de uma dream team de jovens criativos, Mariana está sempre rodeada de pigmentos e pincéis. Foi isso mesmo que transportou para a nova colecção de 6 canecas que desenhou para a Benetton,
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Tenho uma história inacabada com o meu filho S. que se chama “Um Tucano no Pólo Norte”. Na verdade, não é bem inacabada. É uma história apenas começada. É quase só um título. Pode ser tudo.
Lembrei-me desta história quando ouvi o título da exposição que Miguel Vieira Baptista apresentou no DIDAC, em Santiago de Compostela: “O Pássaro e o Elefante”. A associação explica-se, é óbvio, pela proximidade ornitológica. Mas é sobretudo pelo lado lúdico que as coisas – tucanos, extremidades da terra, pássaros, elefantes – se aproximam. E não podia ser sempre assim?
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Um amigo pergunta-se se terá chegado a altura de mudar de coluna. Tem uma Marshall toda catita, maneirinha, formosinha, mas não suficientemente potente para se fazer ouvir na cozinha cheia, muito cheia, na festa que deram há uns dias para abençoar o novo palácio.
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Antigamente os filósofos praticavam o desapego, hoje não é bem assim. Li esta semana um texto bastante inspirado de Tom Hodgkinson, fundador da revista The Idler, em que, a propósito das manifs francesas destes dias, contrapunha o desprezo do presidente Macron pelos “fainéants” – os que não fazem a ponta – ao lifestyle de Sócrates (o grego), e Diógenes que “não faziam muito mais que conversar com as pessoas no mercado”. E não cobravam por isso.