Escultura em movimento (pó de vir a ser)

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Primeiro, o nome. Pó de vir a ser. Pode. Podia. Podia lá haver nome mais bonito para uma associação que nasceu para “fazer da escultura uma coisa para todos”?

(Lembro-me de ouvir o nome, recém-chegada ao Alentejo, e dizer, bolas, que nome mais bem pensado, mais um bocadinho e contrato-os para copy.)

Demorei muito tempo a vir conhecer este lugar. Não tempo de mais, só muito. Bom, algum. Passaram dois anos e depois de passar várias vezes à porta do antigo Matadouro de Évora, finalmente entrei. Fica no número 58 da Rua de Machede. Vale a pena.

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Desassossego (le paradis c’est les autres)

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Há quase dois verões mudei-me para o campo. Teoricamente vivo numa cidade, mas na prática isto é a pasmaceira absoluta. O mais luminoso sossego.

Ainda bem.

Foi para isso que vim.

Lembro-me de como me incomodava o silêncio nesse meu primeiro Verão alentejano. O silêncio era uma coisa louca, de perfurar os tímpanos, e fazer tremer os alicerces desta construção em construção que sou eu. O silêncio que não me deixava dormir. O silêncio que tomava conta de tudo, do espaço e tudo o que contém, interior, exterior, por dentro e do avesso.

Hoje já não o ouço.

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A Rolha da Garrafa do Rei da Rússia

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Uma Madalena foi à ópera e um casal muito simpático perguntou: “Então já não escreve sobre design?”.

“Tem dias”, respondeu.

Hoje é um desses dias. Porque antes que o ano acabe é importante lembrar as coisas boas que o marcaram, e o trabalho do colectivo de designers francês Collections Typologie é um óptimo exemplo.

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Activismo (Bela Moka)

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Não sei se continua acesa a discussão (?) à volta da cannabis, passa-me ao lado muita coisa – mesmo coisas por ventura bastante interessantes e importantes – e este blogue em princípio trata de temas levezinhos, nada de drogas, nem pesadas nem leves, nada de eleições, nem de cartazes obscenos a falar de “dinheiro” e “contas certas”.

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vende que te quiero verde

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O verde vende, é óbvio. Vende que se farta – verde que te quiero verde, vende que te quiero verde, vende que te quiero vende – e basta olhar à nossa volta para perceber de que maneira o faz e como somos todos alegremente levados nessa ilusão cheia de folhinhas e rebentos e cenas renováveis.

Consumimos, consumimos, consumimos, mas porque é verde, redimimo-nos, redimimo-nos, redimimo-nos.

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Das Coisas que se Passam na Província

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Também deve ser da idade, mas agora sim percebo o Miguel Esteves Cardoso quando escreve sobre os pêssegos de Colares ou o eléctrico térmico da Praia das Maçãs. São sempre textos muito bons, daqueles que inspiram respeitinho, daqueles que quase me fazem dizer “Madzinha, tem juízo”, para depois corrigir enquanto posso, no salto, no acto, e acrescentar: juízo coisa nenhuma, sempre faz falta um bocadinho de loucura, no meu caso mesmo muita, para parir um texto de jeito e não pensar no depois.

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Peonasmo

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Tenho esta mania das peónias. Não é um fraquinho, é uma queda. É fortíssimo. Também elas têm queda para a queda.

Anda a turistada toda doida com os jacarandás. Os alfacinhas roxos de todo. O Instagram também,  roxo de todo, todo roxo, ou lilás, o que quiserem, o que importa é que são são altamente instagramáveis, o raio das árvores.

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#Alesscuratedlife

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Ontem fomos ali almoçar à Sardenha e quando o Sol se pôs atrás da Serra levantámos arraiais. Às oito já estávamos em casa. Tirei várias fotografias e publiquei uma no Instagram, ciosa de partilhar com o mundo aquele bocadinho de paraíso. Recebi dezassete coraçõezinhos bandeirolas, amorosíssimos todos, e já pude dormir descansada.

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A cada colina, sua bina

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Se fosse preciso desenhar uma bicicleta para Lisboa como seria? Uma bicicleta que “favorecesse a mobilidade pessoal” e “tornasse o ciclismo electricamente assistido mais fácil e acessível”?  E que ao mesmo tempo se relacionasse com a topografia – acidentada- e a cultura – peculiar-  desta cidade, Lisboa?

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