Tati na Taschen

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Ontem teria feito 112 anos, querido Tatischeff. Tinha o Sol em Libra tout comme moi, e é possível que isso explique alguma coisa.

Este blogue chama-se Playtime for a reason. Ver Tati num cinema ao ar livre, debaixo do quarto crescente numa praça Alentejana, rodeada de velhinhos à risota e de crianças indisciplinadas foi um dos meus Jour de Fête do ano.

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Tout Tati

icon-14tati_par_doisneauSou pouco partidária de obrigações, mas no caso de Jacques Tati abro uma excepção. Parece-me que devia ser obrigatório ver os filmes de Tati a partir da mais tenra idade. Na escola primária, quando fosse. The sooner, the better.

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Instagramas

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Gramo bué o Instagram. Mesmo. Acho que devia chamar-se Instagrama. É um maravilhoso ajuntador de alminhas dispersas, que não é o mesmo que dizer perdidas. Não é que esteja à procura, porque essas almas não se procuram, encontram-se, mas acredito piamente que o Instagram é o caminho mais curto para se encontrarem almas gémeas. Várias.

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Ozu (há uma latinha que separa)

 

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Há uma latinha que perpassa o filme de Ozu, Bom Dia (1959). Tem escrita a palavra “peace”. Ela avisa-nos que estamos no Japão do pós-guerra. E que esse pós-guerra, se escreve, também, com caracteres ocidentais.

Por muito que nos delicie a cara rechonchuda de uma das crianças que protagonizam o filme – o mais novo de dois irmãos que entram em conflito com os pais, e fazem um voto de silêncio, exigindo ter televisão em casa – (e a maneira como diz “Sayonara”, seguido de “I Love You”) este filme não é sobre crianças, nem tão pouco – só –  sobre o olhar que estas têm sobre o mundo dos adultos.

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O meu avô

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Foi um périplo memorável. Pelas três livrarias (ou lojas que vendem livros, nas Amoreiras) à procura de “O meu avô”, o fabuloso livro de Catarina Sobral que no fim do mês passado venceu o Prémio Internacional de Ilustração da Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha.

Tentámos na livraria 1 e já não restava nenhum exemplar. Tentámos na livraria 2 e nunca tinham tido sequer um exemplar (inacreditável, tratando-se da livraria que se trata). E acabámos por ir à livraria 3, que era a nossa terceira escolha (ainda que às vezes pareça mais uma loja de aeroporto), e lá estava, improvável mas inegável. Reconfortados, trouxemo-lo para casa.

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