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Uma notícia sobre a terceira edição da ARCOLisboa (tudopegado) diz assim: “ARCO. Há galerias londrinas que preferiram Lisboa a Madrid”. Isto provoca-me algum espanto. Isto não devia ser notícia. Só apetece dizer:
PUDERA.
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Uma notícia sobre a terceira edição da ARCOLisboa (tudopegado) diz assim: “ARCO. Há galerias londrinas que preferiram Lisboa a Madrid”. Isto provoca-me algum espanto. Isto não devia ser notícia. Só apetece dizer:
PUDERA.
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“Reclame” é aquela palavra muito gira que me lembro de ouvir da boca do meu pai sempre que queria aludir a alguma forma de publicidade. Atenção que a palavra valia para tudo.
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Diz que Lisboa foi eleita “Best City” pelos iluminados da Wallpaper. Diz que o júri era composto por pessoas muito respeitáveis, como a arquitecta Amanda Levete, o escultor Tom Sachs ou os meus queridos Bouroullec.
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Quem não anda a pé por Lisboa, devia andar. Eu faço-o sempre que posso. É mesmo assim. Não há paciência para condutores incivilizados e filas intermináveis, dependentes da guilhotina do semáforo de serviço.
Mesmo com as colinas, se calhar até por causa das colinas, andar por Lisboa é um luxo.
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O meu avô, que era careca até ao último cabelo, ignorava o evidente desapego da sua luzidia cabeçorra e vinha ao barbeiro ao Chiado, aparar as pontas do farto bigode, digo eu, já que o que lhe faltava no topo da cabeça lhe sobrava entre o nariz e o lábio superior (é na amplitude desse espaço que despontam os verdadeiros bigodes, aprendi).
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Estou à vontade porque sou uma abençoada moradora da Madralapa, que é aquele bairro físico e imaginário que às vezes cobre a Madragoa, outras vezes a Lapa, outras vezes ainda os espaços que ficam pelo meio, os in-betweens, que são os melhores, como bem sabe quem pratica meditação.