A Uber Continua

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deniro

Juro que pensei bastante antes de escrever este post. Para tristeza, já bastava o espectáculo a que assistimos na segunda-feira. Cá em casa, coisa rara, sentámo-nos todos à frente da televisão para ver o circo. Tive mixed feelings. Ao mesmo tempo que sentia ser péssimo estar a expor as crias aquela violenta palhaçada, dizia-me a mim própria que aquela violenta palhaçada era do mais palhaço que existe e por isso mesmo, nem que fosse a título de exemplo, merecia ser vista.

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Maata-me mucho

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Uf. Que sossego.A semana passou a correr entre festividades várias: as minhas, que a idade não perdoa, e as públicas, com a inauguração do maat, que foi uma espécie de casamento cigano modernito. Nada contra, mas que esta história interminável deve ter sido uma canseira, deve. Entre os muito VIPS, a imprensa, os só um bocadinho VIPS e a plebe, foram dias e dias dedicados a abrir qualquer coisa que ainda nem sequer está completamente pronta, o que é sempre original. E naice.

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Socialismo

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smart-phone-addiction-technology-modern-world-jean-jullien-210__700.jpgO meu filho G. diz-me que temos de praticar mais “socialismo”. Estamos parados no trânsito, aproveito a pausa para beliscar o telefone à procura de mais “histórias novas”.  O rádio está mudo. Estamos só os dois, aquele sinal que nunca mais fica verde, e o telefone na minha mão.

– Socialismo? Queres dizer que temos de socializar mais.

– Isso.

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Super 8

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Há uns dias ouvi da boca de um padre uma descrição sobre a diferença entre nostalgia e saudade. A saudade (de algo ou alguém que já não está) manifesta-se como uma presença. É por isso que é boa. Quando sentimos saudades de alguém de quem gostamos, sabemos que não estando – já, ainda –  está sempre connosco. A saudade é uma permanência. Uma proximidade e um aconchego. Uma presença capaz de fintar a própria morte.

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